Parte do IR pode ser destinada a instituições de tratamento de câncer

Apesar de estar em vigor a muitos e muitos anos, pouquíssimas pessoas sabem da opção de destinarem parte do imposto de renda para certas instituições, ou seja, é um direito do cidadão brasileiro; assim, o dinheiro não seria repassado em sua totalidade para o governo. O valor seria destinado a Leis de Incentivos Fiscais.

O Fundo Municipal dos Direitos da Criança  e do Adolescente (FUMCAD) é uma das opções para onde o valor seria repassado e depois direcionado para uma instituição cadastrada e apta a receber, como destinatário final, o valor monetário. Para aqueles que fazem a declaração no modelo completo o limite de destinação é de, no máximo, 6%  do valor do imposto de renda (IR); para empresas optantes pelo lucro real, o valor não pode passar de 1% do IR.

O GRAACC, especializado no tratamento e pesquisa referente ao câncer em crianças e adolescentes é uma das instituições que estão aptas e cadastradas para receber o repasse financeiro do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente do Estado de São Paulo.

Com a "injeção" monetária das contribuições de pessoas físicas e jurídicas, o GRAACC tem a expectativa de faturar 22 milhões de reais. Não é nada confuso o processo de destinação do IR, basta o interessado acessar o site do FUMCAD (fumcad.prefeitura.sp.gov.br) e preencher o cadastro com as opções possíveis. Todo o processo é autoexplicativo.

Sobre o GRAACC, em 2013 a primeira etapa do projeto de ampliação foi concluída, sendo que 50% do valor investido do projeto foi pago através da captação via FUMCAD; de acordo com Sérgio Petrilli, superintendente médico da instituição, a ampliação visa única e exclusivamente aumentar o nível de tratamento ao público passivo.

O GRAACC é referência na América Latina, além de ser uma das ONGs mais respeitada do Brasil; foi fundado em 1991 e chega ao incrível percentual de 70% de cura de câncer no público atingido e atendido (crianças e adolescentes); por ano são atendidas cerca de 3 mil pessoas.

Por Vinicius Cunha

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