União pode trazer novos rumos para a economia

Com a mudança do governo, as perspectivas de mudanças na economia nacional aumentam a esperança do empresariado brasileiro.

Ao longo do último mês diversas foram as mudanças implantadas pelo novo presidente em exercício, Michel Temer. Entre elas, a nomeação do ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles como novo ministro da Fazenda. Entre as principais bandeiras defendidas por Meirelles está uma maior abertura no comércio exterior, redução das intervenções do governo na economia e rígido controle de gastos para o controle das contas, visando que, futuramente, a relação dívida/PIB fique estável. Todas essas medidas servem para elevar a confiança de investidores na economia do país.

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram uma história de crescimento na época em que Meirelles esteve à frente do Banco Central, durante a gestão do ex-presidente Lula (2003 a 2010), por mais de 60 meses foi possível acompanhar uma taxa acima de 3% ao ano. Ao longo de oito anos a inflação oficial ficou em 5,78%, apenas em 2003 a inflação superou o teto da meta. No período, também, as reservas internacionais brasileiras foram reforçadas o que, conforme especialistas, auxiliou para que em 2008 e 2009 as turbulências financeiras externas fossem menos sentidas no Brasil

Planos atuais do novo ministro

As estratégias divulgadas por Meirelles em um evento realizado em Nova York lançam uma nova esperança para o empresariado brasileiro, todas têm como natureza recuperar a geração de empregos, com metas para solucionar os atuais e principais desafios da economia. Assim como Temer, Meirelles não é defensor do aumento de impostos, em 2015, antes de qualquer perspectiva de que ele assumisse como ministro da fazenda, mencionou que o retorno da CPMF não é necessariamente "positivo" e que há outras maneiras de tributação consideradas mais produtivas para a economia ou com impacto menos negativo.

O ministro acredita que, embora a previsão de alta do PIB para os próximos dez anos, sem ajuste fiscal, seja de 1,2%, é possível realizar reformas e alcançar 4%. Ele defende também que o Banco Central seja independente, que haja um sistema de câmbio flutuante (permitindo interferências para evitar episódios de volatilidade), além de trabalhar para que as reservas internacionais atinjam um nível que diminua riscos de modificações, como ocorreu na época em que ele foi presidente do Banco Central. 

São medidas que aumentam a expectativa de novos ares para a economia brasileira e que, de certa forma, trazem esperança aos brasileiros, em geral, que anseiam por mudanças. 

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