A maioria das pessoas acredita que fazer a declaração do Imposto de Renda é algo que pode ser feito sem dificuldades, e que podem ser preenchidas as informações como o recebimento de salários, aluguel , além de informações com despesas permitidas pela lei e bens. No entanto, o contribuinte deve ficar atento, pois existe uma fiscalização da Receita Federal dessas declarações, por isso, especialistas indicam a consulta com um contador de confiança antes de entregar a declaração, que tem prazo final para o dia 29 de abril.
Quando o contribuinte informa, por exemplo, seus ganhos ou rendimentos, essas declarações são comparadas com o que a Receita Federal possui em seus registros, quando bancos e empresas enviaram a Declaração de Imposto de Renda na Fonte (DIRF), no dia 28 de fevereiro.
A Receita também registra em seu banco de dados informações a respeito de compra e venda de imóveis, pois a imobiliária responsável por intermediar a transação, informou anteriormente através da Declaração de Informações Imobiliárias (DIMOB).
Além disso, quando o contribuinte efetua compra e venda de ações pela Bolsa de Valores, é comunicado pelo BOVESPA da retenção do imposto na fonte.
O contribuinte ainda precisa ficar atento com notas fiscais eletrônicas que registram gastos nos supermercados, restaurantes, carros, farmácias, etc. As notas fiscais eletrônicas emitidas informam para a Receita os valores gastos através do CPF.
Se não bastassem essas pegadinhas, existe a pior, quando se cruzam os dados da movimentação bancária. Atualmente a Receita Federal tem acesso a todas as informações bancárias sobre entradas e saídas de recursos financeiros.
Por Selma Isis
Fonte: Maurício Tadeu de Luca Gonçalves, especialista em contabilidade tributária.
Declaração do Imposto de Renda 2011, Dicas, IRPF 2011, Receita Federal